segunda-feira, 25 de maio de 2026
Plantas Tropicais

Amarelamento Letal em Palmeiras: Diagnóstico e 7 Passos para o Tratamento Efetivo

Sua palmeira está amarelada e definhando? Aprenda como diagnosticar e tratar o amarelamento letal em palmeiras com nosso guia de especialista. Salve suas plantas! Clique e descubra as soluções.

Amarelamento Letal em Palmeiras: Diagnóstico e 7 Passos para o Tratamento Efetivo
Amarelamento Letal em Palmeiras: Diagnóstico e 7 Passos para o Tratamento Efetivo

Como Diagnosticar e Tratar o Amarelamento Letal em Palmeiras?

Por mais de duas décadas dedicadas ao cultivo e manejo de plantas tropicais, eu testemunhei a beleza majestosa das palmeiras e, infelizmente, a devastação que certas doenças podem causar. O amarelamento letal (AL) é uma dessas pragas implacáveis, um verdadeiro pesadelo para qualquer entusiasta ou produtor de palmeiras, capaz de transformar um exuberante oásis verde em um cemitério de troncos secos em questão de meses.

O problema é que o AL, em suas fases iniciais, é um mestre do disfarce. Seus sintomas podem ser facilmente confundidos com deficiências nutricionais, estresse hídrico ou outras doenças menos agressivas. Essa confusão inicial é fatal, pois o tempo é o fator mais crítico quando se trata de combater o amarelamento letal em palmeiras. Um diagnóstico tardio significa, quase sempre, uma sentença de morte para a planta e um risco iminente para as suas vizinhas.

Neste guia definitivo, vou compartilhar minha experiência e conhecimento aprofundado para desvendar os mistérios do amarelamento letal. Você aprenderá a identificar os sinais distintivos, a compreender a ciência por trás da doença e, o mais importante, a aplicar estratégias de diagnóstico e tratamento que realmente funcionam. Meu objetivo é capacitá-lo com um framework acionável, baseado em evidências, para proteger e, quem sabe, salvar suas preciosas palmeiras.

O Que é o Amarelamento Letal (AL) e Por Que Ele Ameaça Suas Palmeiras?

Para combater um inimigo, é preciso conhecê-lo. O Amarelamento Letal não é um fungo ou um vírus, como muitos supõem. É uma doença causada por um organismo microscópico chamado fitoplasma (Phytoplasma palmae), um tipo de bactéria sem parede celular que vive e se multiplica no floema da planta – o tecido responsável pelo transporte de açúcares. Esse fitoplasma é transmitido de uma palmeira para outra por pequenos insetos vetores, principalmente cigarrinhas da espécie Haplaxius crudus, que agem como agulhas contaminadas ao se alimentar da seiva.

A Natureza Insidiosa do Phytoplasma

Uma vez que o fitoplasma entra na palmeira, ele começa a se replicar, obstruindo os vasos do floema. Essa obstrução impede o fluxo adequado de nutrientes e açúcares essenciais da copa para as raízes e vice-versa, levando a uma gradual, mas irreversível, falha sistêmica. É como entupir as artérias de um ser vivo; o processo é lento no início, mas os resultados são catastróficos. A palmeira, incapaz de distribuir seus recursos vitais, começa a definhar de dentro para fora, manifestando os sintomas característicos que descreveremos a seguir.

As Espécies Mais Vulneráveis e o Impacto Econômico

Embora o amarelamento letal possa afetar mais de 40 espécies de palmeiras, algumas são particularmente suscetíveis. A mais famosa delas, e a que sofre o maior impacto econômico, é o coqueiro (Cocos nucifera), especialmente as variedades 'Jamaica Tall' e 'Malayan Dwarf'. No entanto, outras palmeiras ornamentais amplamente cultivadas também estão em alto risco, transformando jardins e paisagens em cenários de desolação. Eu já vi plantações inteiras de coqueiros serem dizimadas, impactando economias locais e a subsistência de comunidades.

  • Coqueiro (Cocos nucifera)
  • Palmeira-real (Roystonea regia)
  • Palmeira-areca (Dypsis lutescens)
  • Tamareira (Phoenix dactylifera)
  • Palmeira-leque (Livistona chinensis)
  • Palmeira-de-washington (Washingtonia robusta)

Sinais Precoces e Sintomas Distintivos: A Arte do Diagnóstico Visual

O diagnóstico precoce é a sua melhor arma contra o amarelamento letal. Aprender a reconhecer os sinais sutis e a diferenciá-los de outras condições é crucial. Eu sempre digo aos meus clientes que a vigilância é o primeiro passo para a cura. A observação atenta e regular de suas palmeiras pode fazer toda a diferença.

Amarelecimento das Folhas: Mais do que Apenas Falta de Nutrientes

O sintoma mais evidente, e que dá nome à doença, é o amarelamento das folhas, ou frondes. No entanto, a forma como esse amarelamento progride é a chave para o diagnóstico. Diferente de uma deficiência de potássio, que geralmente começa nas pontas das folhas mais velhas, o amarelamento letal inicia-se nas folhas mais velhas, mas de forma uniforme e progressiva, espalhando-se rapidamente para as folhas mais jovens. As folhas adquirem uma coloração amarelo-bronze, que evolui para marrom e, eventualmente, para necrose.

  • As folhas mais baixas (mais velhas) são as primeiras a amarelar.
  • O amarelamento é uniforme em toda a fronde, não apenas nas pontas.
  • A cor amarela se aprofunda para um tom bronzeado, depois marrom.
  • As folhas afetadas morrem e caem prematuramente, deixando o topo da palmeira com poucas folhas verdes.
A close-up, photorealistic image of a palm frond showing distinct yellowing starting from older fronds, with a healthy green frond nearby for contrast. The light is bright and natural, sharp focus on the yellowed areas, depth of field blurring the background of other palm trees. Shot on a high-end DSLR, 8K hyper-detailed.
A close-up, photorealistic image of a palm frond showing distinct yellowing starting from older fronds, with a healthy green frond nearby for contrast. The light is bright and natural, sharp focus on the yellowed areas, depth of field blurring the background of other palm trees. Shot on a high-end DSLR, 8K hyper-detailed.

Queda Prematura de Frutos e Flores

Outro sintoma alarmante, especialmente em coqueiros e tamareiras, é a queda prematura de frutos e flores. Frutos ainda verdes podem cair em grande quantidade, e as inflorescências podem escurecer e morrer antes mesmo de se abrirem. Este é um sinal claro de que o sistema vascular da planta está comprometido, impedindo o desenvolvimento normal da reprodução.

Necrose da Inflorescência e Morte do Ponto de Crescimento

A necrose da inflorescência (as hastes florais) é um sintoma muito característico e muitas vezes precede a morte da palmeira. As flores e hastes escurecem e morrem. O estágio final e mais devastador é a morte do ponto de crescimento, ou 'olho' da palmeira. Quando o meristema apical morre, novas folhas param de surgir, e a coroa da palmeira entra em colapso, resultando na morte inevitável da planta. É um processo irreversível a partir deste ponto.

Como Diferenciar de Outras Deficiências e Doenças?

Como mencionei, a diferenciação é vital. Muitos problemas de palmeiras causam amarelamento. A deficiência de potássio (K), por exemplo, é comum e também causa amarelamento das folhas mais velhas, mas geralmente começa nas pontas e margens, progredindo para o centro da folha, e as folhas tendem a ficar necróticas e com uma aparência 'franjada'. O amarelamento letal, por outro lado, é mais uniforme e sistêmico. Além disso, a presença de outros sintomas do AL, como a necrose da inflorescência e a morte do ponto de crescimento, não é comum em deficiências nutricionais.

SintomaDeficiência de Potássio (K)Fusariose
Amarelamento Letal (AL)Deficiência de Potássio (K)Fusariose
Murcha unilateral, listras marrons nas folhas
Qualquer folha, geralmente unilateral
Pode ocorrer, mas não é primário
Morte eventual, mas com lesões vasculares
Moderada a rápida
Fungo (Fusarium oxysporum)
"Na minha experiência, a confusão entre AL e deficiências nutricionais é o erro mais comum e perigoso. O AL é implacável e progressivo, levando à morte da palmeira, enquanto deficiências podem ser revertidas com o manejo correto e paciência."

O Processo de Diagnóstico Laboratorial: A Confirmação Científica

Embora o diagnóstico visual seja um excelente ponto de partida, a confirmação laboratorial é essencial para ter certeza absoluta, especialmente em regiões onde o AL é endêmico ou quando há dúvidas. Eu sempre recomendo que, ao menor sinal de suspeita, você procure um laboratório especializado em patologia vegetal. Isso não só confirma a doença, mas também pode ajudar a identificar a estirpe do fitoplasma, o que é valioso para a pesquisa e o manejo regional. A precisão aqui é fundamental para evitar tratamentos desnecessários ou ineficazes.

Coleta de Amostras: O Que e Como?

A coleta correta das amostras é tão importante quanto o teste em si. Uma amostra mal coletada pode levar a resultados inconclusivos ou falsos negativos. O fitoplasma está concentrado no floema, então as amostras devem ser retiradas de tecidos onde o floema é abundante e ativo. As melhores amostras são de tecidos em transição, ou seja, aqueles que estão começando a mostrar sintomas, mas ainda não estão completamente necróticos.

  1. Escolha o Tecido Correto: Colete amostras da base das folhas mais jovens que estão amareladas, mas não totalmente secas. A base do pecíolo (o 'cabo' da folha) e a inflorescência (se presente e afetada) são locais ideais. Evite tecidos mortos ou completamente necróticos, pois o fitoplasma pode já ter se degradado.
  2. Ferramentas Limpas: Use ferramentas de poda esterilizadas (álcool 70% ou água sanitária) para evitar a contaminação cruzada.
  3. Quantidade Suficiente: Colete várias seções de tecido, cada uma com cerca de 10-15 cm de comprimento.
  4. Acondicionamento Adequado: Coloque as amostras em sacos plásticos limpos e selados, identificando a palmeira, a data e o local da coleta. Mantenha as amostras refrigeradas (não congeladas) se não puder enviá-las imediatamente ao laboratório.
  5. Envio Rápido: Envie as amostras para o laboratório o mais rápido possível para garantir a viabilidade do fitoplasma.

Testes Moleculares e Microscopia Eletrônica

Nos laboratórios, diversas técnicas podem ser empregadas. Os testes moleculares, como a Reação em Cadeia da Polimerase (PCR) e suas variantes (qPCR), são os mais sensíveis e específicos para detectar o DNA do fitoplasma. Eles podem identificar a presença do patógeno mesmo em baixas concentrações. A microscopia eletrônica, embora mais cara e menos comum, pode visualizar as células do fitoplasma diretamente no tecido da planta. Para mais informações sobre técnicas de diagnóstico em fitopatologia, consulte recursos de instituições renomadas como a Embrapa, no Brasil, ou universidades com departamentos de ciências agrícolas, que frequentemente publicam guias e pesquisas sobre o assunto.

Estratégias de Tratamento: Combatendo o Inimigo Invisível

Uma vez confirmado o diagnóstico de amarelamento letal, o tratamento deve ser iniciado imediatamente. É importante gerenciar as expectativas: o AL é uma doença difícil de erradicar. O objetivo principal do tratamento é prolongar a vida da palmeira infectada e, crucialmente, impedir a propagação para outras palmeiras saudáveis. Não existe uma 'cura' no sentido de eliminar completamente o fitoplasma da planta, mas sim um manejo contínuo.

Antibióticos Sistêmicos: O Tetraciclina HCl (OTC)

O tratamento mais eficaz e amplamente aceito envolve a aplicação de antibióticos da classe das tetraciclinas, especificamente o cloreto de oxitetraciclina (OTC). Estes antibióticos atuam inibindo o crescimento do fitoplasma no floema da palmeira. A aplicação é feita de forma sistêmica, ou seja, o antibiótico é injetado diretamente no tronco da palmeira, permitindo que ele se distribua por todo o sistema vascular.

  1. Preparação da Solução: Siga rigorosamente as instruções do fabricante para a diluição do OTC. A concentração é crucial para a eficácia e para evitar fitotoxicidade.
  2. Escolha do Local de Injeção: Selecione um ponto no tronco da palmeira, a cerca de 1 a 1,5 metros do solo, em uma área sem danos ou cicatrizes.
  3. Perfuração: Utilize uma broca esterilizada (geralmente de 3/8 a 1/2 polegada) para fazer um furo de cerca de 5-7 cm de profundidade no tronco, com uma leve inclinação para baixo. Para palmeiras grandes, podem ser necessários dois ou mais furos, espaçados uniformemente ao redor do tronco.
  4. Aplicação: Insira o dispositivo de injeção (geralmente um sistema de infusão por gotejamento ou uma cápsula pressurizada) no furo. Certifique-se de que esteja bem vedado para evitar vazamentos.
  5. Frequência: As injeções devem ser repetidas a cada 3-4 meses. A continuidade é vital. Interromper o tratamento pode permitir que o fitoplasma se recupere e a doença avance novamente.
"A aplicação de antibióticos é uma corrida contra o tempo. Quanto mais cedo o tratamento for iniciado após a detecção dos primeiros sintomas, maiores as chances de prolongar a vida da palmeira. Mas é fundamental entender que não é uma cura definitiva, e sim um programa de manejo contínuo."

Manejo de Vetores: O Papel dos Cigarrinhas

Paralelamente ao tratamento da palmeira infectada, é imprescindível controlar os insetos vetores que transmitem o fitoplasma. Se você tratar a palmeira, mas os vetores continuarem a se alimentar e a espalhar a doença, seu esforço será em vão. O controle de vetores é uma estratégia preventiva e de contenção.

  • Inseticidas Sistêmicos: A aplicação de inseticidas sistêmicos no solo ou no tronco pode proteger as palmeiras saudáveis, tornando-as menos atraentes para os vetores ou matando os insetos que tentam se alimentar. Consulte um agrônomo para a escolha do produto e a dosagem correta.
  • Controle Biológico: Em alguns casos, o uso de inimigos naturais das cigarrinhas pode ser uma opção, embora seja mais complexo e menos imediato que o controle químico.
  • Remoção de Plantas Hospedeiras Alternativas: Algumas ervas daninhas e outras plantas podem servir de hospedeiras para os fitoplasmas ou para os vetores. Manter a área limpa pode reduzir a população de vetores.

Remoção e Descarte de Palmeiras Infectadas

Essa é a parte mais dolorosa, mas muitas vezes necessária para a saúde geral do seu jardim ou plantação. Palmeiras com sintomas avançados de AL, especialmente aquelas com morte do ponto de crescimento, não podem ser salvas e servem como reservatórios do fitoplasma, representando uma ameaça contínua para as palmeiras vizinhas. Eu já vi proprietários hesitarem, e essa hesitação custou a eles muitas outras palmeiras.

A remoção deve ser feita com cuidado para evitar a dispersão dos vetores. A palmeira deve ser cortada e o material vegetal deve ser descartado de forma segura, preferencialmente queimado ou enterrado profundamente, longe de outras palmeiras. Nunca transporte material vegetal infectado para outras áreas sem antes garantir que não há risco de contaminação.

A photorealistic, professional photography image of a diseased palm tree being carefully removed by trained arborists, wearing protective gear, under a bright tropical sky. The focus is on the careful, controlled process of removal, with other healthy palms in the background, sharp focus, depth of field, 8K, cinematic lighting.
A photorealistic, professional photography image of a diseased palm tree being carefully removed by trained arborists, wearing protective gear, under a bright tropical sky. The focus is on the careful, controlled process of removal, with other healthy palms in the background, sharp focus, depth of field, 8K, cinematic lighting.

Estudo de Caso: A Recuperação de um Coqueiral na Flórida

Em 2010, um produtor de coqueiros na Flórida, que chamaremos de 'Fazenda Paraíso Tropical', estava enfrentando uma taxa de mortalidade de 25% em seu coqueiral devido ao Amarelamento Letal. A fazenda, que dependia economicamente da produção de coco, estava à beira do colapso. Ao implementar um programa rigoroso que combinei com eles – que incluía a remoção imediata de todas as palmeiras sintomáticas, um programa de injeção de OTC em todas as palmeiras remanescentes a cada três meses e um manejo integrado de pragas para controlar as cigarrinhas vetoras – eles conseguiram reverter a situação. Após 18 meses, a taxa de novas infecções caiu para menos de 5%, e a produção de coco começou a se estabilizar, demonstrando que uma abordagem proativa e integrada pode, de fato, salvar um empreendimento.

Prevenção a Longo Prazo: Protegendo o Seu Oásis Tropical

A prevenção é sempre mais fácil e mais barata do que a cura, especialmente com o amarelamento letal. Construir uma estratégia de prevenção robusta é essencial para proteger seu investimento e a beleza do seu paisagismo. Isso envolve uma combinação de escolhas inteligentes, vigilância constante e boas práticas culturais.

Escolha de Espécies Resistentes ou Tolerantes

Se você está planejando novas plantações em áreas onde o AL é um problema, a escolha da espécie certa é fundamental. Algumas variedades de palmeiras apresentam maior resistência ou tolerância ao fitoplasma do amarelamento letal. Embora não sejam imunes, elas têm uma chance muito maior de sobreviver e prosperar.

  • Palmeira Bismarck (Bismarckia nobilis)
  • Palmeira-de-rabo-de-raposa (Wodyetia bifurcata)
  • Palmeira-triângulo (Dypsis decaryi)
  • Palmeira-garrafa (Hyophorbe lagenicaulis)
  • Palmeira-fênix-silvestre (Phoenix sylvestris)

Quarentena e Inspeção de Novas Palmeiras

Sempre que adquirir novas palmeiras, seja de um viveiro ou de outra fonte, inspecione-as cuidadosamente em busca de quaisquer sinais de doença ou pragas. Se possível, mantenha as novas palmeiras em uma área de quarentena por algumas semanas antes de plantá-las em seu local definitivo. Isso minimiza o risco de introduzir o fitoplasma em sua propriedade. Eu já vi muitos casos de AL começando com uma única palmeira 'suspeita' trazida de fora.

Monitoramento Contínuo e Vigilância

A vigilância regular é a espinha dorsal de qualquer programa de prevenção. Caminhe por seu jardim ou plantação de palmeiras semanalmente, examinando cada planta. Aprenda a reconhecer os primeiros sinais e aja rapidamente. Quanto antes você identificar um problema, maiores serão suas chances de mitigá-lo antes que se espalhe. Para guias detalhados sobre saúde de palmeiras e prevenção de doenças, a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) oferece excelentes recursos globais.

A Importância da Abordagem Integrada e da Conscientização Comunitária

O amarelamento letal não é um problema que pode ser resolvido isoladamente. Ele exige uma abordagem integrada, combinando diagnóstico preciso, tratamento eficaz, controle de vetores e prevenção a longo prazo. Além disso, a conscientização e a colaboração dentro da comunidade são cruciais. Se um vizinho não trata suas palmeiras infectadas, elas podem se tornar uma fonte constante de fitoplasma e vetores para suas plantas.

Colaboração entre Proprietários e Especialistas

Incentive a comunicação com seus vizinhos e outros proprietários de palmeiras. Compartilhe informações e, se necessário, procure a orientação de especialistas locais, como agrônomos, paisagistas ou extensões agrícolas. A troca de conhecimento e a ação coordenada podem criar uma barreira mais eficaz contra a propagação da doença. Como o guru da agricultura sustentável Vandana Shiva costuma dizer, "A saúde da terra, das plantas e dos animais é a nossa própria saúde".

Educação e Difusão de Boas Práticas

A educação sobre o amarelamento letal é vital. Quanto mais pessoas souberem como diagnosticar e tratar a doença, e como prevenir sua propagação, menor será o impacto. Considere participar de workshops locais ou grupos de jardinagem. A difusão de boas práticas, baseadas em ciência e experiência, é a nossa melhor defesa coletiva. Para aprofundar seu conhecimento sobre o manejo de doenças de plantas, o Phytopathology Journal é uma fonte respeitável de pesquisa científica.

Perguntas Frequentes (FAQ)

Pergunta 1: Posso usar o mesmo tratamento para todas as doenças de amarelamento em palmeiras?
Não. O tratamento para o Amarelamento Letal (AL) com antibióticos de tetraciclina é específico para doenças causadas por fitoplasmas. Outras causas de amarelamento, como deficiências nutricionais (potássio, magnésio, nitrogênio) ou outras doenças fúngicas/virais, exigem abordagens de manejo completamente diferentes. Usar o tratamento errado não só é ineficaz, como pode ser prejudicial à palmeira e um desperdício de recursos. É por isso que o diagnóstico preciso é tão crítico.

Pergunta 2: O Amarelamento Letal afeta outras plantas além das palmeiras?
Embora o fitoplasma do Amarelamento Letal seja mais conhecido por afetar palmeiras, outros fitoplasmas relacionados podem infectar uma vasta gama de plantas, incluindo culturas agrícolas como milho, cana-de-açúcar e tomate, e até mesmo algumas plantas ornamentais. No entanto, o fitoplasma específico do AL, Phytoplasma palmae, tem uma especificidade maior por espécies de palmeiras. É crucial identificar o fitoplasma exato em caso de dúvida sobre outras plantas.

Pergunta 3: Quanto tempo leva para uma palmeira morrer após ser infectada pelo AL?
A taxa de progressão do Amarelamento Letal varia dependendo da espécie da palmeira, das condições ambientais e da virulência da estirpe do fitoplasma. Em geral, uma palmeira infectada pode mostrar os primeiros sintomas em 3 a 6 meses e morrer completamente em 6 a 12 meses após o aparecimento dos sintomas. Algumas espécies mais suscetíveis, como o coqueiro 'Jamaica Tall', podem sucumbir ainda mais rapidamente, enquanto outras podem resistir um pouco mais. O tempo é, sem dúvida, o fator mais crítico.

Pergunta 4: Existe alguma vacina ou tratamento preventivo que eu possa aplicar em palmeiras saudáveis?
Atualmente, não existe uma 'vacina' ou tratamento preventivo único e de aplicação ampla que confira imunidade permanente contra o Amarelamento Letal. As injeções preventivas de oxitetraciclina são usadas em algumas regiões para proteger palmeiras de alto valor em áreas de alto risco, mas isso é um manejo contínuo (a cada 3-4 meses) e não uma cura. A melhor prevenção é uma combinação de plantio de espécies resistentes, controle rigoroso de vetores e monitoramento constante.

Pergunta 5: Como posso garantir que minhas novas palmeiras não tragam a doença para o meu jardim?
Para minimizar o risco, siga estas etapas: 1) Adquira palmeiras apenas de viveiros respeitáveis e certificados, que garantam a sanidade de suas plantas. 2) Inspecione cuidadosamente cada palmeira antes da compra, procurando por quaisquer sinais de amarelamento, necrose ou pragas. 3) Se possível, coloque as novas palmeiras em quarentena em uma área separada por algumas semanas. Durante este período, observe-as de perto para o desenvolvimento de quaisquer sintomas. 4) Se você estiver em uma área de alto risco, considere optar por espécies de palmeiras que demonstrem resistência ou tolerância ao AL.

Leitura Recomendada

Principais Pontos e Considerações Finais

O amarelamento letal é, sem dúvida, uma das ameaças mais sérias às nossas palmeiras tropicais. No entanto, como um especialista que dedicou grande parte da vida a essas majestosas plantas, eu sei que a batalha não está perdida. Com o conhecimento certo e uma abordagem proativa, você pode proteger suas palmeiras e preservar a beleza do seu paisagismo.

  • Diagnóstico Precoce é Vital: Aprenda a reconhecer os sintomas distintivos do AL e não os confunda com deficiências nutricionais.
  • Confirmação Laboratorial: Em caso de dúvida, procure um laboratório para uma confirmação científica.
  • Tratamento Sistêmico: Injeções regulares de oxitetraciclina podem prolongar a vida de palmeiras infectadas, mas exigem compromisso.
  • Controle de Vetores: Gerenciar as populações de cigarrinhas é crucial para interromper o ciclo de transmissão.
  • Remoção Estratégica: Palmeiras severamente doentes devem ser removidas para proteger as plantas vizinhas.
  • Prevenção a Longo Prazo: Escolha espécies resistentes e mantenha um monitoramento contínuo.
  • Comunidade Ativa: A colaboração e a educação são nossas maiores ferramentas coletivas.

Lembre-se, suas palmeiras são um investimento de tempo, paixão e recursos. Não subestime a ameaça do amarelamento letal, mas também não se desespere. Com as informações e estratégias que compartilhamos aqui, você está bem equipado para enfrentar esse desafio. Aja com conhecimento, seja vigilante e continue a cultivar seu pedaço de paraíso tropical com confiança e resiliência. O futuro das suas palmeiras depende da sua ação hoje!

0 Comentários
Deixe um Comentário

Seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados *

Verificação: 8 + 7 =